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Peptídeos / Pele, bronzeado e libido

O que se sabe sobre GHK-Cu

Peptídeo de cobre do sangue humano. Em creme e gel tem poucos estudos pequenos; injetado, não achamos ensaio com ele isolado em pessoas.

Também chamado de GHK Cu, peptídeo de cobre, copper peptide, copper tripeptide-1, cobre tripeptídeo-1, glicil-histidil-lisina com cobre, glycyl-L-histidyl-L-lysine copper. Tripeptídeo natural do sangue humano ligado a um íon de cobre.

Revisado em 15/09/2026, com 26 fontes abertas e conferidas. O pep.red não vende peptídeos.

Não é recomendação de uso. Esta página explica o que foi estudado e o que as agências decidiram. Ela não indica dose, protocolo ou uso, e não diz que GHK-Cu é seguro para você.

Resposta curta

Na pele, há três estudos controlados publicados, com resultado misto, e um ensaio maior de úlcera que falhou em 1994 891011. Injetado, não achamos ensaio com GHK-Cu isolado em pessoas. A Anvisa diz que os frascos vendidos não têm registro e que cosmético injetável não existe 3; a FDA aponta risco de reação imune 2.

A ficha

Sem aprovação para uso humano

Anvisa (Brasil)
Sem registro; injetável é irregular Em 02/07/2026 a Anvisa disse que os produtos vendidos como GHK-Cu não são medicamento registrado e que não existe cosmético injetável: oferecido assim, é produto irregular 3. Para uso na pele, não achamos ato que cite o GHK-Cu pelo nome: ele não aparece na lista de substâncias proibidas em cosmético nem na primeira parte da lista de restritas 45. Consultado em 15/09/2026
FDA (EUA)
Não aprovado como remédio; tópico em avaliação Não achamos medicamento com GHK-Cu no Drugs@FDA. Na lista do 503A atualizada em 14/05/2026, o GHK-Cu voltou à categoria 1, a das substâncias em avaliação, só para vias que não sejam injeção; a FDA pretende ouvir seu comitê de manipulação até fevereiro de 2027 1. A forma injetável aparece como indicação retirada, com risco de reação imune e poucos dados em humanos 2. Em 1996 um gel com o complexo foi liberado como curativo, não como remédio 78. Consultado em 15/09/2026
WADA (antidoping)
Não citado pelo nome A Lista Proibida de 2026 não cita o GHK-Cu. A classe S0 proíbe qualquer substância farmacológica sem aprovação de autoridade de saúde para uso terapêutico humano e dá o BPC-157 como exemplo; a lista não diz se o GHK-Cu, que o corpo produz, entra nessa classe 6. Consultado em 15/09/2026
Estudos em pessoas
353 pessoas no totalTrês estudos controlados testaram o GHK-Cu isolado, sempre na pele: úlcera de pé diabético, pele depois de laser e rugas 91011. A soma de 53 pessoas não inclui o estudo de úlcera, cujo número de pacientes não conseguimos confirmar. Outros estudos passaram na pele misturas em que o GHK-Cu é um ativo entre vários, sem isolar o efeito dele 2324. Injetado em gente, só aparece dentro de misturas, sem grupo de comparação 1415.
Artigos no PubMed
203em 15/09/2026São 203 artigos no PubMed que citam a molécula no título ou no resumo 26. Não são 203 estudos em animais: boa parte é química, célula e revisão, e os estudos em rato e camundongo são a minoria 1618.

A linha do tempo

  1. 1977PessoasTripeptídeo identificado no plasma humano, sem aplicar nada 17
  2. 1993AnimaisEm ratos, GHK-Cu na ferida aumenta o colágeno 18
  3. 1994PessoasGel acelera fechamento de úlcera de pé diabético 9
  4. 1994PessoasEnsaio maior, com 511 pacientes, não supera o controle 8
  5. 1996RegulaçãoFDA libera gel com o complexo como curativo, não remédio 7
  6. 2006PessoasDepois do laser: sem diferença medida, só na satisfação 10
  7. 2016PessoasSérum reduz rugas em 40 mulheres; estudo pago pelo fabricante 11
  8. 2018PessoasInjetado no couro cabeludo só em mistura, sem controle 14
  9. 2026PessoasEnsaio de fase 2 com gel em ferida começa a recrutar 21
  10. 2026RegulaçãoFDA põe o GHK-Cu não injetável de volta em avaliação 1
  11. 2026RegulaçãoAnvisa: produtos vendidos como GHK-Cu não têm registro 3

O que foi medido

Em pessoas

Úlcera de pé diabético, com gel

Num estudo multicêntrico e randomizado, o gel com GHK-Cu fechou mais as úlceras plantares de pessoas com diabetes do que o gel sem o ativo 9. O resumo publicado não diz quantos pacientes entraram. Em 1994, um ensaio maior, com 511 pacientes, não mostrou vantagem sobre o controle, segundo a imprensa da época 8.

Em pessoas

Pele depois de laser de CO2

Treze pacientes concluíram um estudo randomizado com cremes com e sem GHK-Cu depois do laser em volta da boca 10. A vermelhidão e as rugas, medidas por software e por avaliadores cegos, não mudaram entre os grupos. Só a satisfação relatada pelos pacientes foi maior com o GHK-Cu.

Em pessoas

Rugas no rosto, com sérum

Quarenta mulheres usaram, em estudo duplo-cego de oito semanas, um sérum com GHK-Cu, o mesmo sérum sem o ativo ou um produto com Matrixyl 3000 11. O sérum com GHK-Cu reduziu o volume das rugas mais que os dois controles, e a profundidade mais que o sérum sem ativo. O estudo foi pago pelo fabricante do sérum e saiu numa revista que não está no PubMed.

Em pessoas

Os cremes que as revisões citam

Revisões do grupo que descobriu a molécula citam cremes testados em dezenas de mulheres, mas esses estudos saíram em anais de congresso ou em revista que não conseguimos abrir 16. Uma revisão independente fala em ausência surpreendente de estudos clínicos 13. Uma revisão sistemática de 2026 achou só dois ensaios randomizados com o GHK-Cu isolado em estética 12.

Em pessoas

Injetado em pessoas: só dentro de misturas

Um estudo indiano injetou no couro cabeludo uma fórmula com fatores de crescimento, timosina beta-4 e GHK-Cu, sem grupo de comparação 14. Uma clínica japonesa usou injeção de solução com mais de dez ativos junto com finasterida e minoxidil 15. Nenhum dos dois permite saber o que o GHK-Cu fez. Uma revisão de 2026 sobre peptídeos injetáveis não achou dado clínico que apoie seu uso em lesão muscular ou articular 19.

Em animais

Em ratos, na ferida

Em ratos com câmaras de ferida implantadas sob a pele, o GHK-Cu injetado dentro da câmara aumentou colágeno, proteína e glicosaminoglicanos 18. É o tipo de dado que sustenta a ideia de reparo. Foi medido em rato, dentro de uma ferida, e não diz nada sobre injeção para rejuvenescer.

Em laboratório

Genes e células

A ideia de que o GHK-Cu mexe em milhares de genes vem de análises no Connectivity Map, um banco de respostas de linhagens de células de câncer a substâncias 16. É dado de célula em cultura, útil para gerar hipótese. Não é medida feita na pele de quem usa.

O que se conta por aí

“Estudos mostram que peptídeos de cobre podem promover crescimento capilar com menos efeitos adversos que opções consagradas”
blog de clínica brasileira de tricologia, publicado em fevereiro de 2026 e lido em 15/09/2026.

Onde torceu: Não achamos estudo que compare o GHK-Cu com os remédios consagrados para queda de cabelo. Em pessoas, só há misturas com muitos ativos e sem grupo de comparação, algumas injetadas no couro cabeludo 1415, ou o GHK sem cobre junto com outra substância 25.

“Com o passar dos anos, sua concentração diminui, e isso impacta diretamente a capacidade de regeneração da pele.”
blog de marca brasileira que vende produtos com GHK-Cu para estética profissional, lido em 15/09/2026.

Onde torceu: A queda no sangue com a idade aparece nas revisões do grupo que descobriu a molécula 16. O "impacta diretamente" é o salto: não achamos estudo mostrando que essa queda causa a perda de regeneração, nem que repor muda a pele.

“No TÓPICO é ingrediente cosmético consagrado e permitido (anti-idade, pós-procedimento, cabelo), com décadas de uso.”
site brasileiro de conteúdo sobre peptídeos, lido em 15/09/2026.

Onde torceu: Permitido e antigo, sim: não está nas listas de proibidas ou restritas 45. Consagrado em resultado, não: depois do laser a medida objetiva não mudou 10, e uma revisão de 2025 fala em ausência surpreendente de estudos clínicos 13.

Segurança: o que se mediu e o que é hipótese

  • Medido. No estudo de rugas, 39 das 40 mulheres toleraram os produtos; uma teve reação na pele com o sérum de GHK-Cu e também com o produto de comparação, e melhorou ao parar 11.
  • Medido. Em células de pele em cultura, o GHK-Cu não foi tóxico e não ativou marcadores de irritação, ao contrário de sais de cobre comuns 22. É dado de laboratório, não de gente.
  • Hipótese. Para a forma injetável, a FDA aponta risco de reação imune por agregação e impurezas do peptídeo, e diz que há poucos dados em humanos para avaliar a segurança 2.
  • Medido. Nas injeções em mistura no couro cabeludo, os autores relatam dor, sangramento e inchaço leves, mas não dá para atribuir nada ao GHK-Cu, porque a fórmula tinha muitos ativos 15.
  • Hipótese. Produto vendido sem registro não tem garantia de segurança, origem ou composição, segundo a Anvisa: o que está no frasco pode não ser o que diz o rótulo 3.

Onde isso te deixa

O que dá para saber hoje

O GHK-Cu existe no corpo e é ingrediente comum de cosmético, fora das listas de proibidas no Brasil 45. Passado na pele, tem sinal a favor em rugas num estudo pequeno pago pelo fabricante 11, e resultado misto em ferida e depois de laser 8910.

O que ainda não dá

Não dá para saber se o GHK-Cu injetado faz alguma coisa em pessoas, nem se é seguro: não achamos ensaio com ele isolado, e a FDA diz que os dados em humanos são poucos 2. Também não dá para confiar no frasco vendido para pesquisa, que não tem registro nem garantia de composição 3.

Uma pergunta para levar ao médico

Para as rugas e a flacidez que o senhor vê no meu rosto, qual tratamento tem estudo controlado mais forte que um sérum com GHK-Cu, e existe algum motivo para eu considerar a forma injetável, que não tem registro?

Perguntas frequentes sobre GHK-Cu

GHK-Cu funciona para rugas?

Em sérum, um estudo duplo-cego com 40 mulheres achou rugas menores, mas foi pago pelo fabricante 11. Depois de laser, cremes com GHK-Cu não mudaram rugas nem vermelhidão na medida objetiva 10. Revisões recentes dizem que faltam ensaios clínicos bem feitos 1213.

GHK-Cu injetável é liberado pela Anvisa?

Não. Em julho de 2026 a Anvisa disse que os produtos vendidos como GHK-Cu não têm registro de medicamento e que não existe cosmético injetável: oferecido assim, é irregular 3.

Qual a diferença entre o GHK-Cu do sérum e o do frasco injetável?

O sérum é cosmético de uso externo, e é nele que estão os poucos estudos em pessoas 1011. O frasco injetável não tem registro no Brasil 3, não tem ensaio com o GHK-Cu isolado em gente, e a FDA aponta risco de reação imune nessa via 2.

GHK-Cu faz o cabelo crescer?

Não achamos estudo em pessoas com o GHK-Cu isolado para queda de cabelo. Os estudos com couro cabeludo usaram misturas com muitos ativos, sem comparação 1415, ou o GHK sem cobre junto com outra substância 25.

GHK-Cu é proibido no esporte?

A Lista Proibida da WADA de 2026 não cita o GHK-Cu pelo nome. A classe S0 proíbe substâncias sem aprovação para uso terapêutico humano, e a lista não esclarece se ele entra nela 6.

Se o GHK-Cu é natural do corpo, ele é seguro?

Existir no sangue não diz nada sobre injetar um produto sem registro. A FDA diz que há poucos dados em humanos sobre a forma injetável 2, uma revisão de 2026 diz que dados rigorosos de segurança em gente são escassos para os peptídeos não aprovados 20, e a Anvisa lembra que produto irregular não garante o que tem dentro 3.

Peptídeos relacionados

  • BPC-157Fragmento de 15 aminoácidos estudado quase só em ratos. Em gente, cinco estudos pequenos, e nenhum com a injeção sob a pele que se vende.

Fontes

  1. 1FDA. Bulk Drug Substances Nominated for Use in Compounding Under Section 503A of the FD&C Act (atualização de 14/05/2026). Food and Drug Administration, 2026. Acesso em 15/09/2026.
  2. 2FDA. Certain Bulk Drug Substances for Use in Compounding that May Present Significant Safety Risks. Food and Drug Administration, 2026. Acesso em 15/09/2026.
  3. 3Anvisa. Checamos: peptídeos que prometem milagres NÃO estão registrados na Anvisa. Agência Nacional de Vigilância Sanitária, 2026. Acesso em 15/09/2026.
  4. 4Anvisa. RDC nº 529, de 4 de agosto de 2021: lista de substâncias que não podem ser utilizadas em produtos de higiene pessoal, cosméticos e perfumes. Anvisalegis, 2021. Acesso em 15/09/2026.
  5. 5Anvisa. RDC nº 1.029, de 11 de junho de 2026: lista de substâncias restritas em produtos de higiene pessoal, cosméticos e perfumes. Anvisalegis, 2026. Acesso em 15/09/2026.
  6. 6WADA. World Anti-Doping Code International Standard: Prohibited List 2026. World Anti-Doping Agency, 2025. Acesso em 15/09/2026.
  7. 7FDA. 510(k) K953853: Iamin Gel Wound Dressing. Food and Drug Administration, base 510(k), 1996. Acesso em 15/09/2026.
  8. 8Heberlein G. ProCyte wins FDA approval for its Iamin gel. The Seattle Times, 1996. Acesso em 15/09/2026.
  9. 9Mulder GD, Patt LM, Sanders L, et al.. Enhanced healing of ulcers in patients with diabetes by topical treatment with glycyl-l-histidyl-l-lysine copper. Wound Repair and Regeneration, 1994. Acesso em 15/09/2026.
  10. 10Miller TR, Wagner JD, Baack BR, Eisbach KJ. Effects of topical copper tripeptide complex on CO2 laser-resurfaced skin. Archives of Facial Plastic Surgery, 2006. Acesso em 15/09/2026.
  11. 11Badenhorst T, Svirskis D, Merrilees M, Bolke L, Wu Z. Effects of GHK-Cu on MMP and TIMP Expression, Collagen and Elastin Production, and Facial Wrinkle Parameters. Journal of Aging Science, 2016. Acesso em 15/09/2026.
  12. 12Mokhtar J, Mohamad B, Haddad J, et al.. The Regenerative Potential of GHK-Cu in Aesthetic Medicine. Aesthetic Surgery Journal, 2026. Acesso em 15/09/2026.
  13. 13Mortazavi SM, Mohammadi Vadoud SA, Moghimi HR. Topically applied GHK as an anti-wrinkle peptide: Advantages, problems and prospective. BioImpacts, 2025. Acesso em 15/09/2026.
  14. 14Kapoor R, Shome D. Intradermal injections of a hair growth factor formulation for enhancement of human hair regrowth: safety and efficacy evaluation in a first-in-man pilot clinical study. Journal of Cosmetic and Laser Therapy, 2018. Acesso em 15/09/2026.
  15. 15Tanaka Y, Aso T, Ono J, Hosoi R, Kaneko T. Androgenetic Alopecia Treatment in Asian Men. Journal of Clinical and Aesthetic Dermatology, 2018. Acesso em 15/09/2026.
  16. 16Pickart L, Margolina A. Regenerative and Protective Actions of the GHK-Cu Peptide in the Light of the New Gene Data. International Journal of Molecular Sciences, 2018. Acesso em 15/09/2026.
  17. 17Schlesinger DH, Pickart L, Thaler MM. Growth-modulating serum tripeptide is glycyl-histidyl-lysine. Experientia, 1977. Acesso em 15/09/2026.
  18. 18Maquart FX, Bellon G, Chaqour B, et al.. In vivo stimulation of connective tissue accumulation by the tripeptide-copper complex glycyl-L-histidyl-L-lysine-Cu2+ in rat experimental wounds. Journal of Clinical Investigation, 1993. Acesso em 15/09/2026.
  19. 19Mayfield CK, Bolia IK, Feingold CL, et al.. Injectable Peptide Therapy: A Primer for Orthopaedic and Sports Medicine Physicians. American Journal of Sports Medicine, 2026. Acesso em 15/09/2026.
  20. 20Mendias CL, Awan TM. Safety and Efficacy of Approved and Unapproved Peptide Therapies for Musculoskeletal Injuries and Athletic Performance. Sports Medicine, 2026. Acesso em 15/09/2026.
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  23. 23Chae JB, Yang SH, Byun SY, et al.. The effects of hydroporation on melasma with anti-aging cocktail. Journal of Cosmetic Dermatology, 2017. Acesso em 15/09/2026.
  24. 24Patel MN, Patel N, Merja A, Patnaik S, Maulekhi S. Efficacy and Safety Assessment of ThriveCo Scar Fader Gel With Scarcede in the Treatment of Skin Scars. Cureus, 2025. Acesso em 15/09/2026.
  25. 25Lee WJ, Sim HB, Jang YH, et al.. Efficacy of a Complex of 5-Aminolevulinic Acid and Glycyl-Histidyl-Lysine Peptide on Hair Growth. Annals of Dermatology, 2016. Acesso em 15/09/2026.
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